
Tudo começa igual... uma pessoa solitária de frente para um caminho, avenida, rua, sem que se possa ver onde vai chegar. Um truque de câmera e tudo gira até que vemos a pessoa parada de frente para o caminho e de costas para o público... para onde está olhando???
Sol a pino, avenida movimentada, serão... criatividade para desenhar o caminho, mais criatividade para caminhar nele. Aí, o que muda mesmo é o "quando" vai se dar o primeiro passo e para qual direção ele vai...
Agora dá para pensar naquela cena de vídeo game, com quatro setas, cada uma para uma direção... e de repente, um cruzamento na Route 66... deserto para todos os lados, embora se saiba que cada direção leva a um lugar interassante.
A caminhada profissional tem os mesmos cenários... imaginação fértil a minha, reconheço, mas o resumo é isso... é olhar a biruta para saber em qual direção o vento está soprando... e escolher se segue o vento ou se desafia tudo para chegar onde se quer. Aquela velha frase fica ecoando na minha cabeça agora, “quem não sabe onde vai, qualquer lugar serve”, e para alguns, se chegar no cruzamento, vai continuar caminhando na mesma direção que já vinha e ignora os pontos cardeais... porém, alguém ali na frente resolveu andar contra o vento, subir o morro sem saber o que vai encontrar à frente.
Todos os dias são iguais e todos os dias são novas caminhadas. Escolher o que quer fazer é uma opção ou então, continuar seguindo com a vela aberta, deixando o vendo soprar.
Pernas para que te quero... pernas que quero para poder caminhar... para ir onde muitos não conseguem ser ver... pernas para ir além